A compra de lava e seca acelerou no comércio eletrônico brasileiro: de 1º de setembro a 13 de outubro, foram 87,5 mil aparelhos, um avanço de 47,6% sobre o mesmo intervalo de 2025. O levantamento é da Confi Neotrust, divulgado neste domingo (18). A receita da categoria atingiu R$ 416,5 milhões, alta de 68,3%.
O recorte ajuda a dimensionar a procura, mas exige cuidado na leitura. Ele cobre vendas pela internet e compara um período de pouco mais de seis semanas. Não é o resultado de todo o varejo nem uma previsão para o ano inteiro.
Demanda já crescia antes da chuva
A categoria registrava expansão de 37,6% nas vendas entre julho e agosto, segundo a mesma empresa. Léo Bicalho, responsável pela área de negócios da Confi Neotrust, aponta a possível substituição de máquinas compradas durante a pandemia como uma das explicações. É uma hipótese para o avanço, sem uma medição de quantas compras foram reposição.
O Sudeste concentrou 64,5% das unidades no levantamento mais recente. A dificuldade de secar roupa durante períodos úmidos ajuda a entender a utilidade do aparelho, mas o estudo não separa quanto do crescimento veio do clima. A pesquisa também não apresenta um ranking de marcas ou modelos mais vendidos.
Capacidade de secagem merece uma conta separada
Quem procura uma máquina para dispensar o varal precisa conferir a carga permitida no ciclo de secagem. Na Samsung WD11M de 127 V, por exemplo, o anúncio informa 11 kg para lavar e 7 kg para secar. Encher o tambor até o limite de lavagem pode exigir dividir a roupa na etapa seguinte. Há também opções como a Midea de 11 kg com ciclo Pets; a capacidade de secagem e a tensão devem ser verificadas na ficha da versão escolhida.
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