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Xiaomi lança aquecedor de grafeno que atinge temperatura máxima em 3 segundos

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Xiaomi lança aquecedor de grafeno que atinge temperatura máxima em 3 segundos

A Xiaomi apresentou o Mijia Graphene Heater C, um aquecedor de ambiente em formato de torre que troca a resistência cerâmica tradicional por um elemento de grafeno emissor de infravermelho distante. O apelo do lançamento é a velocidade: segundo a fabricante, o aparelho atinge a temperatura máxima em 3 segundos e leva cerca de 10 minutos para aquecer o cômodo na potência alta. São duas versões, de 2.000 W e 1.200 W, com oscilação de 80 graus, alça retrátil, botão físico de controle e saída de ar curva microperfurada. O corpo mede 175 x 175 x 472 mm e pesa aproximadamente 1,65 kg.

O formato de torre oscilante já é conhecido de quem acompanha aquecedores importados, mas o material do elemento é o que muda a conversa. Aquecedor doméstico no Brasil quase sempre cai em duas famílias: o termoventilador, que sopra ar quente e resseca o ambiente, e o aquecedor a óleo, que demora para esquentar e demora igualmente para esfriar. O infravermelho distante trabalha diferente — aquece corpos e superfícies em vez de agitar a massa de ar —, o que na prática significa sentir o calor mais rápido apontado para você, mesmo antes de o cômodo inteiro subir de temperatura.

Aquecedor de torre Xiaomi Mijia com corpo cilíndrico microperfurado, instalado ao lado de um móvel de madeira

O preço é o dado que mais chama atenção e o que mais merece cautela: 179 yuans, algo em torno de R$ 140 pela conversão direta — antes de frete internacional, imposto de importação e ICMS, que costumam dobrar a conta. A distribuição começa por uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Youpin, com início previsto para 2 de setembro de 2026, e a Xiaomi não confirmou lançamento fora da China. Vale registrar que a rede elétrica chinesa é de 220V: um aparelho de resistência nessa faixa não muda de tensão com adaptador, e no Brasil precisaria de versão específica ou de circuito compatível.

Falando em potência, o cálculo doméstico importa mais que a ficha técnica. Um aquecedor de 2.000 W ligado quatro horas por dia consome cerca de 240 kWh por mês — mais do que muitas geladeiras frost free gastam no mesmo período. Em 127V, essa potência puxa perto de 16 A, o que exige tomada e fiação dimensionadas, não uma extensão qualquer. Por isso, quem procura aquecimento no Brasil costuma se dar melhor com modelos de 1.500 W com termostato e desligamento automático: aquecem menos rápido, mas não transformam agosto em conta de luz de dezembro.

Onde comprar aquecedores parecidos no Brasil:

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